Alguém disse que palavras são como flechas: uma vez ditas, não fazem o caminho de volta. Crava em seu alvo, e ainda que feche a ferida, a cicatriz sempre estará lá.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Viajar sem sair do lugar
Era uma vez, uma guria de uns 8 anos de idade. Lembro que ela estava com raiva, não queria se mudar, e principalmente voltar para o estado cheio de calor que ela nascera. Ela queria correr pelos pampas do Sul, queria morar no Rio Grande pra sempre, mas nem sempre a vida era como ela queria que fosse. Para dar-lhe o que fazer, sua mãe pegou sua mão, e foi lhe levando até o centro da cidade, em um lugar na mesma rua que a casa do pai dela - assim, ela poderia ir sempre, se quisesse. Ao entrar, a menina se deparou com livros. Uma série deles. Diversos livros, milhares de livros, estantes e estantes cheias deles. A mãe falou para filha ir escolher algum livro pra levar e ler em casa. Três dias depois, a menina leu o livro... E claro, foi atrás de mais. A partir daí, virou devoradora de livros. Melhorou seu português, tinha mais assuntos para conversar, ganhou campeonatos de soletrar, concursos de redação... Sua paixão só foi crescendo, e ela foi aprendendo a escrever também, transformar sentimentos em palavras. E no Natal desse ano, ao invés de ter uma árvore comum, ela criou uma árvore com tudo aquilo que faz. Alías, sua maior conquista. Viajar sem sair do lugar.
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