segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Carmen dizia sempre que ninguém a magoava. Que ninguém nunca tinha lhe partido o coração, e que ninguém iria partir. Carmen era dessas pessoas de espírito livre, dessas que não se prendem nem a fatos e nem a retratos. Dançava solta em todas as festas que ia, beijava quem queria. Nunca se importara com os "nãos" que a vida lhe dera, e quando se importava, não pensava neles por tempo suficiente. Dizia o que pensava na cara de quem quer que fosse, nunca se prendeu muito às velhas regras de etiqueta. Encantava homens só pra depois quebrar a cara deles. Iludia-os e depois ria de tudo aquilo. Gostava de comer o que tinha vontade, bebia sem se importar se era o horário certo pra beber. Era feliz em todos os momentos, e de tudo que vivia, tirava um pouco de felicidade. Mas Carmen não existe. Carmen nunca existiu. Carmen é simplesmente a pessoa que eu quero ser.

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