Alguém disse que palavras são como flechas: uma vez ditas, não fazem o caminho de volta. Crava em seu alvo, e ainda que feche a ferida, a cicatriz sempre estará lá.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Difícil ter força esses dias. Como se teu ânimo escorresse pelos dedos, pingando no chão. Evaporando, logo depois. Eu não sei. Na boca fica um gosto estranho, como se tu tivesse engolido uma barra de ferro. Sem mastigar. Te falta coragem pra voltar à luta. Te falta forças pra continuar a escalada. Você se sente fraco. E com isso, tua mente se distrai. Perde-se em memórias que nunca te pertenceram. Os dias vão passando, e tu mal percebe. É como se hoje fosse dia vinte e sete, e amanhã fosse dia quinze. Do mesmo mês, e do mesmo ano. É tudo muito confuso.Você não pode explicar.Você não consegue explicar.Você não quer explicar. O baque da última derrota que fez isso em ti. Acreditem em mim, a pior derrota de todas, é da batalha que em instantes antes,você acha que venceu. Quando você pensa que vem a calmaria, surge uma tempestade horrível, como se Éolo estivesse com raiva de ti. E muita raiva. A tempestade te atira longe.Você bate a cabeça, você fica desnorteado. Teu corpo todo dói. Aí você para e pensa, que não tem dor física nenhuma. É só o emocional. É só o maldito emocional fudendo, mais uma vez, a tua vida.
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